Cachorro Tremendo as Patas Traseiras: O que Fazer?

por Mariana Nascimento Miranda
cachorro tremendo as patas traseiras

Movimentos rítmicos e involuntários em um pet podem sinalizar problemas importantes de saúde. Tremores são sintomas que surgem por causas variadas: musculares, neurológicas, febre, dor, reações a medicamentos, frio ou até ansiedade.

Agir rápido é essencial mesmo quando o animal parece bem. Procure avaliação veterinária para excluir doenças graves, como infecções ou condições endócrinas, e para evitar automedicação que pode mascarar sinais.

Enquanto aguarda atendimento, mantenha o pet aquecido, limite esforços e ofereça uma superfície antiderrapante.

Entenda a tremedeira nas patas: quando o sintoma exige atenção imediata

A tremedeira resulta de espasmos musculares e nervosos que aparecem quando o animal tenta manter a postura sem força suficiente no corpo.

Esse sintoma pode apontar para problemas ortopédicos, neurológicos ou sistêmicos. Exemplos incluem artrite, artrose, hérnia de disco, hipotireoidismo, diabetes e reações a medicamentos.

Procure atendimento urgente se houver quedas, perda de apoio, dor ao toque, postura encurvada, apatia ou perda de apetite. Nesses casos a situação pode evoluir para dor crônica ou até paralisia parcial.

tremedeira

Observe o pet ao longo do dia e registre episódios: duração, gatilhos e se o tremor surge em repouso, após esforço ou com frio. Esses dados ajudam o veterinário a diferenciar causas.

  • Perda de força e falhas de coordenação: avalie movimento e estabilidade do cão.
  • Risco doméstico: escorregões e traumas aumentam se não houver proteção.
  • Manter superfícies antiderrapantes reduz chances de perda adicional de função.

Cachorro tremendo as patas traseiras: causas mais comuns

Vários problemas podem provocar tremores nas patas traseiras. Entre as causas ortopédicas, destacam-se osteoartrite (artrose) e artrite, que causam dor, inflamação e rigidez articular.

causas do cachorro tremendo as patas traseiras

Problemas ortopédicos

A displasia coxofemoral afeta raças grandes como Labrador e Pastor Alemão e gera instabilidade no quadril, desgaste e fraqueza.

A espondilose, com os chamados “bicos de papagaio”, pode comprimir nervos e reduzir a força nas pernas.

A luxação de patela é mais comum nas raças pequenas de cães, e pode acontecer de forma hereditária.

Alterações neurológicas

Cinomose, epilepsia, hérnia de disco e neuropatias comprometem a condução nervosa. Essas doenças podem causar tremores e até paralisia.

Condições sistêmicas e outros gatilhos

Hipotireoidismo, diabetes e doença de Cushing (hiperadrenocorticismo) alteram o metabolismo e a massa muscular, podendo gerar quadros de tremores e fraqueza muscular.

Febre, efeitos de medicamentos, traumas, dor aguda, frio, ansiedade e estresse também podem causar tremores. Em muitos casos, o quadro é multifatorial e exige abordagem integrada do corpo.

  • Fisioterapia veterinária é fundamental no recondicionamento muscular e para melhorar a mobilidade.
  • Investigar a causa é essencial para tratar o problema adequadamente; 

Sinais de alerta além da tremedeira: o que observar no dia a dia

Pequenos sinais do dia a dia podem indicar que o quadro está progredindo. Observar rotina e movimentos facilita a identificação precoce de problemas que exigem intervenção.

sintomas da tremedeira

Fraqueza, quedas e dificuldade para levantar ou deitar

Note se a fraqueza evolui para quedas, tropeços ou dificuldade para iniciar movimentos. Esses casos costumam sinalizar piora e pedem avaliação rápida.

Confira também arrasto de patas, desgaste anormal de unhas e tropeços frequentes, que podem indicar perda de propriocepção ou dor crônica.

Alterações de comportamento: apatia, perda de apetite e intolerância a exercícios

Mudanças no comportamento — apatia, perda de apetite ou recusa a atividades — são sinais comuns de desconforto no animal. Registre frequência e gatilhos.

  • Avalie se há dor ao toque, calor ou inchaço nas articulações e postura encurvada.
  • Observe se a tremedeira aumenta após esforço, em pisos escorregadios ou durante o repouso.
  • Documente duração, horário, ambiente e possíveis desencadeantes para levar ao veterinário.

Sem tratamento, o quadro pode evoluir para dor crônica, atrofia muscular e comprometimento da qualidade de locomoção. Registrar episódios no dia a dia ajuda o veterinário a fechar o diagnóstico e definir o melhor plano.

O que fazer agora: passos práticos para acalmar seu pet e agir com segurança

Medidas simples reduzem dor e ajudam na avaliação clínica. Organize rapidamente uma consulta e evite medicar sem orientação.

Procure um veterinário rapidamente e evite automedicação

Agende a consulta de forma prioritária. A medicação errada pode mascarar sinais e atrasar o tratamento correto.

Mantenha aquecido e em superfície estável

Use cobertores e tapetes antiderrapantes.

Restrinja esforços e previna quedas

  • Evite saltos, corridas e escadas.
  • Use guia e peitoral em passeios curtos, em superfície regular.
  • Ajude o animal a levantar com suporte, poupando as patas.

Ajuste a rotina: hidratação, alimentação e controle do estresse

Mantenha água disponível e ração de qualidade. Reduza estímulos que gerem ansiedade e ofereça descanso.

Diagnóstico e tratamento: como o veterinário identifica a causa e cuida do seu cão

O diagnóstico começa com um exame físico detalhado que avalia postura, marcha, força muscular, reflexos e coordenação.

Em seguida, são solicitados exames para investigar causas sistêmicas e estruturais.

Avaliação clínica e neurológica

Força, reflexos e marcha ajudam a diferenciar problemas ortopédicos de neurológicos. A observação precisa guia os próximos passos.

Exames indicados

  • Exames de sangue para detectar doenças metabólicas e inflamatórias.
  • Radiografias para ossos e articulações; ultrassom e tomografia para avaliar estruturas internas.

Abordagem terapêutica

O tratamento varia de acordo com a causa dos tremores, podendo variar desde o uso de anti-inflamatórios e analgésicos, até a hormonioterapia quando indicada — sempre sob prescrição do médico veterinário. A reavaliação periódica permite ajustar medicações.

Fisioterapia e suporte

Fisioterapia veterinária com esteira aquática, exercícios de equilíbrio e recondicionamento muscular acelera a recuperação da mobilidade.

Dispositivos de apoio — cadeiras de rodas, coletes e rampas — protegem as patas e facilitam a locomoção quando necessários.

Suplementação articular com nutracêuticos e controle de peso reduzem sobrecarga e melhoram a saúde funcional.

EtapaObjetivoAção
AvaliaçãoIdentificar a causa da fraquezaExame físico e neurológico
ExamesConfirmar doenças e lesõesSangue, RX, US, tomografia
ReabilitaçãoRecuperar mobilidadeFisioterapia e dispositivos de apoio

Prevenção e qualidade de vida: hábitos que reduzem a tremedeira e a fraqueza

Investir em prevenção é a melhor forma de reduzir riscos e manter a qualidade de vida do seu pet. Pequenas rotinas protegem articulações, músculos e sistema nervoso.

Check-ups e proteção contra vetores

Programe consultas regulares e mantenha vacinação e vermifugação em dia. O controle de carrapatos previne paralisia por carrapato, uma possível causa neurológica.

Alimentação e peso ideal

Ração super premium ou dieta natural balanceada, orientada por veterinário, ajudam a manter o peso e reduzir sobrecarga articular. Peso adequado protege o corpo e melhora a mobilidade.

Atividade física adequada

Ajuste exercícios à idade e à condição articular e cardiovascular. Idosos, raças grandes e animais obesos precisam de treinos leves que fortaleçam sem causar dor.

  • Observe comportamento e rotina para identificar sinais precoces de desconforto.
  • Em dias de frio, ofereça aquecimento e camas elevadas para minimizar rigidez.
  • Use rampas e tapetes antiderrapantes para prevenir quedas e escorregões.

Em muitos casos, a prevenção corrige problemas antes que se tornem crônicos. Essas medidas simples oferecem impacto duradouro na vida do cão e na rotina dos tutores.

Conclusão

Uma consulta bem direcionada ajuda a identificar a causa do quadro e a iniciar um tratamento eficaz. O diagnóstico precoce evita evolução para dor crônica, atrofia muscular e perda de mobilidade.

Atue rápido: leve o cachorro ao profissional, solicite exames e siga o plano. Terapias como anti-inflamatórios, fisioterapia e suporte à mobilidade recuperam função e protegem o corpo.

Valorize a prevenção: check-ups, controle de peso, vacinação e ambiente seguro reduzem riscos. Observe comportamento, apetite e nível de atividade para detectar mudanças.

Com atenção contínua e orientação correta, seu amigo ganha mais conforto, autonomia e qualidade de vida.

FAQ

Por que meu cachorro está tremendo as patas traseiras?

Tremores nas patas traseiras podem ter várias causas: problemas ortopédicos como artrite e displasia coxofemoral, alterações neurológicas (hérnia de disco, neuropatias), doenças sistêmicas (hipotireoidismo, doença de Cushing), dor aguda por trauma, efeitos de medicamentos, além de fatores ambientais e emocionais como frio e ansiedade. A avaliação veterinária é essencial para identificar a origem e iniciar o tratamento adequado.

Quando a tremedeira exige atenção emergencial?

Procure atendimento imediato se houver fraqueza intensa, perda de coordenação, dificuldade para respirar, colapso, dor evidente ou sinais neurológicos como convulsões. Esses sinais podem indicar condição grave, como uma hérnia de disco, embolia fibrocartilaginosa ou intoxicação.

Como o veterinário diagnostica a causa dos tremores?

O diagnóstico começa com exame clínico e neurológico completo: avaliação da força, reflexos e marcha. Em seguida, podem ser solicitados exames de sangue, radiografias, ultrassom, tomografia ou ressonância magnética, conforme a suspeita. Testes específicos ajudam a diferenciar causas metabólicas, ortopédicas e neurológicas.

Quais tratamentos são indicados para melhorar a mobilidade e reduzir tremores?

O tratamento varia conforme a causa. Pode incluir anti-inflamatórios, analgésicos, medicamentos para doenças endócrinas, fisioterapia (hidroterapia, exercícios de equilíbrio), suplementação para articulações, controle de peso e, em alguns casos, cirurgia. Dispositivos de apoio, como coletes ou cadeiras de rodas, também podem melhorar a qualidade de vida.

Posso usar remédio humano para aliviar os tremores enquanto levo ao veterinário?

Nunca administre medicamentos humanos sem orientação. Muitos fármacos são tóxicos para animais ou têm doses muito diferentes. A automedicação pode piorar o quadro e atrasar o diagnóstico correto. Contate o veterinário para orientação segura.

Como ajudar meu pet em casa até a consulta?

Mantenha o animal aquecido, ofereça uma superfície estável e acolchoada, limite esforços e saltos, garanta hidratação e alimentação adequada. Evite estímulos que causem estresse e não force movimentação. Transporte com cuidado se necessário.

A idade influencia na ocorrência de tremores e fraqueza?

Sim. Animais idosos têm maior risco de artrose, perda muscular e problemas neurológicos degenerativos. Jovens podem apresentar causas congênitas ou traumas. A manutenção de peso ideal, exercícios moderados e check-ups regulares ajuda na prevenção.

O frio ou a ansiedade podem causar tremedeira nas patas traseiras?

Sim. Temperaturas baixas podem provocar tremores musculares e desconforto articular. Situações de estresse ou ansiedade também geram tremores por contração muscular. Nesses casos, medidas ambientais e comportamentais costumam ajudar, mas é importante excluir causas médicas.

Quais sinais além do tremor devo observar no dia a dia?

Fique atento a fraqueza, quedas, dificuldade para levantar ou deitar, apatia, perda de apetite, intolerância a exercício, mudanças na marcha e sensibilidade ao toque. Esses sinais orientam o veterinário sobre a gravidade e a natureza do problema.

É possível prevenir esses problemas e melhorar a qualidade de vida?

Sim. Medidas preventivas incluem check-ups regulares, vacinação e vermifugação em dia, alimentação de qualidade (ração super premium ou dieta natural balanceada conforme orientação), controle de peso e exercícios adequados à idade e condição articular. A detecção precoce aumenta as chances de melhor resposta ao tratamento.

Conteúdo Validado por Dra. Mariana Nascimento Miranda

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