Entender a alimentação é essencial para manter animais saudáveis e longevos. Há grande variação entre grupos: marinhas mudam a dieta com a idade, animais aquáticos são onívoros oportunistas e jabutis preferem plantas fibrosas.
Em casa, a base muda conforme a espécie e fase de vida. Para jabutis, sugere‑se cerca de 60 a 70% folhas, 20 a 30% frutas e até 10% legumes ou flores, além de suplementação de cálcio e luz UVB para boa saúde.
Animais aquáticos precisam de plantas diariamente e proteína animal em porções ajustadas à idade. Dieta equilibrada previne obesidade e problemas metabólicos. Lembre: tartarugas marinhas são protegidas por lei e recebem manejo só em centros autorizados.
Panorama rápido: como a alimentação muda por espécie, idade e habitat
O perfil nutricional muda de acordo com a espécie, porte e condições do ambiente.
Em estado selvagem, animais aquáticos atuam como onívoros, consumindo plantas, invertebrados e peixes pequenos. Juvenis demandam mais proteína; adultos, mais fibra vegetal. Marinhas podem transitar de dieta carnívora na juventude para herbívora na fase adulta.
No cativeiro, manejo deve espelhar habitat natural sem excessos. Ajuste porções ao tamanho do animal para evitar obesidade e déficits.

- Filhotes e juvenis: mais proteína; adultos: mais vegetais.
- Algumas espécies mudam conforme maturidade e tamanho corporal.
- Qualidade da água e das condições do recinto afetam apetite e digestão.
- Variedade e rodízio de alimentos cobrem lacunas nutricionais.
| Grupo | Juvenil | Adulto |
|---|---|---|
| Tartarugas marinhas | Invertebrados, peixes | Algas, gramíneas marinhas |
| Cágados (água doce) | Proteína animal + plantas | Plantas aquáticas + baixa proteína |
| Jabutis (terrestres) | Folhas e frutas sazonais | Folhas fibrosas e flores |
o que tartarugas comem: diferenças entre marinhas, aquáticas e terrestres
Cada grupo apresenta hábitos próprios. Identificar a espécie é o primeiro passo para montar uma dieta segura em casa ou avaliar o alimento no estado selvagem.

Tartarugas-marinhas no estado selvagem
No estado selvagem as preferências variam muito por espécie. Juvenis tendem ao carnivorismo; adultos ficam mais herbívoros.
Exemplos: tartaruga-verde consome algas e gramíneas; cabeçuda tritura crustáceos e moluscos; de-pente prefere esponjas; de-couro come águas-vivas; oliva captura crustáceos e peixes.
Cágados (água doce)
Em água doce, cágados são onívoros oportunistas. Mesclam plantas aquáticas, sementes, insetos, peixes e matéria orgânica.
Filhotes recebem mais proteína animal; adultos precisam de mais fibra vegetal.
Jabutis (terrestres)
Tartarugas terrestres são herbívoras. A base inclui folhas fibrosas, flores e frutas sazonais, que fornecem fibras e micronutrientes.
Oferecer proteína animal só em situações especiais e sob orientação. Manejo doméstico deve refletir essas diferenças para evitar excessos e deficiências.
| Grupo | Alimentos principais | Origem animal |
|---|---|---|
| Marinhas | Algas, esponjas, crustáceos, águas-vivas | Muito variável (invertebrados, peixes) |
| Água doce (cágados) | Plantas aquáticas, insetos, peixes, sementes | Insetos e pequenos peixes |
| Terrestres (jabutis) | Folhas fibrosas, flores, frutas | Raramente necessário |
Alimentação de tartarugas terrestres (jabutis) em casa: base vegetal e micronutrientes
Para jabutis em casa, a base alimentar precisa ser vegetal, variada e rica em fibras. Priorize folhas fibrosas diariamente e use frutas e flores apenas como complemento.

Proporções ideais para a dieta
Base alimentação: 60 a 70% folhas fibrosas, 20 a 30% frutas e até 10% legumes/flores.
Exemplos práticos
Use couve, rúcula, chicória e dente-de-leão como pilares. Acrescente hibisco, mamão e maçã em porções moderadas.
Proteína animal: quando evitar
Proteína animal deve ser rara. Oferta excessiva provoca problemas metabólicos. Só administre sob orientação veterinária em fases específicas.
Cálcio, vitamina D3 e UVB
Suplementar cálcio, garantir exposição ao sol ou lâmpada UVB e oferecer água sempre em recipiente raso mantém a carapaça saudável.
- Alface comum não deve ser a base; é pobre em nutrientes.
- Higienize o terrário e a área de alimentação regularmente.
- Se notar fezes moles ou ganho de peso, diminua frutas doces.
| Item | Função | Frequência |
|---|---|---|
| Folhas fibrosas (couve, rúcula) | Fibras e micronutrientes | Diária (60–70%) |
| Frutas (mamão, maçã) | Energia e palatabilidade | Ocasional (20–30%) |
| Legumes / flores (hibisco) | Variedade e vitaminas | Até 10% do prato |
| Suplemento de cálcio + UVB | Formação óssea e carapaça | Rotina semanal |
Tartarugas aquáticas e cágados: plantas aquáticas diariamente e proteína animal na medida
Em aquários de água doce, vegetação flutuante deve formar a base da alimentação. Plantas garantem fibras, abrigo e estabilidade biológica.
Plantas seguras e palatáveis
Ofereça lemnáceas, alface-d’água, frogbit, Riccia fluitans, Ludwigia repens e dente-de-leão.
Higienize antes de servir. Cultivo caseiro reduz riscos e mantém oferta constante.
Frequência de proteína por idade
- Até 1 ano: proteína animal diariamente.
- 1–3 anos: proteína duas vezes por semana; dias sem carne para promover vegetais.
- >3 anos: carne a cada dois dias; >7 anos: 2–3 vezes/semana.
Comida viva e congelada — exemplos
Use larvas de mosquito, artemia, krill, camarão, mexilhão, pedaços de truta/salmão, minhocas, grilos e caracóis d’água.
Alterne itens para oferecer variedade. Oferecer fora da água ajuda a controlar restos.
Ração específica vs complementos naturais
Ração ajuda na conveniência, mas não substitui vegetais e fibras. Combine ração com plantas aquáticas e comida natural para micronutrientes.
Regras de porção
- Regra do tamanho da cabeça: porção igual à cabeça do animal.
- Regra dos 10 minutos: remover restos após 10 minutos para preservar água.
| Item | Função | Frequência |
|---|---|---|
| Plantas aquáticas | Fibras e abrigo | Diária |
| Proteína de origem animal | Crescimento, proteína | Conforme idade |
| Ração específica | Vitaminas concentradas | Complementar |
Importante: animais em aquário precisam de água limpa e parâmetros estáveis. Rotina alimentar deve respeitar tamanho e fase de vida.
O que tartarugas devem evitar: alimentos proibidos e mitos comuns
Alimentar com segurança passa por conhecer riscos. Oferecer comida errada causa diarreia, obstrução e deficiências minerais.
Espécies aquáticas não toleram bem frutas e a maioria dos legumes. Esses itens fermentam na água e alteram a microbiota, gerando distúrbios.
Perigos específicos e recomendações
- Evitar: pães, massas, arroz e alimentos processados; engolem restos e não têm valor nutricional.
- Não oferecer: carne temperada, frita ou crua; laticínios e doces causam intoxicação e desequilíbrio.
- Flores compradas em floriculturas podem conter agrotóxicos; prefira hibisco e dente-de-leão cultivados sem químicos.
- Abacate é tóxico; espinafre e ruibarbo em excesso prejudicam pela alta carga de oxalato.
- Alface comum tem baixo valor nutricional e não deve ser base da dieta.
Proteína animal em excesso prejudica espécies herbívoras, como tartarugas terrestres. Já em aquáticas, excesso altera condições da água e a saúde.
| Item proibido | Risco | Sugestão |
|---|---|---|
| Pães e massas | Obstrução e ganho de peso | Não oferecer |
| Carne temperada / frita | Intoxicação e pancreatite | Somente proteína indicada, sem tempero |
| Flores com agrotóxicos | Contaminação química | Usar flores orgânicas seguras |
| Abacate | Toxicidade | Proibido |
Priorize sempre origem conhecida, higienização e variedade dentro dos permitidos. Em caso de dúvida, busque orientação veterinária para ajustar a dieta ao estado e às condições do animal.
Rotina de alimentação, água e terrário/aquário: frequência e manejo diário
Rotina simples de oferta de alimentos, cuidados com água e iluminação evita doenças e estresse.
Frequência por idade e tamanho
Filhotes aquáticos devem receber pequenas porções duas vezes por dia. Adultos mantêm plantas diárias e proteína controlada 2–3 vezes por semana.
Qualidade da água, temperatura e higiene
Mantenha água limpa, com pH e temperatura adequados à espécie. Remova sobras após 10–20 minutos para preservar qualidade.
Use a regra do “tamanho da cabeça” para porções e a regra dos 10 minutos para retirar alimentos não consumidos.
- Estabeleça um calendário semanal de oferta conforme espécie e porte.
- Alimente em recipiente separado quando possível para facilitar limpeza.
- Reveja filtros, termostatos e lâmpadas semanalmente.
| Item | Objetivo | Frequência |
|---|---|---|
| Plantas/folhas | Base alimentação | Diária |
| Proteína animal | Crescimento | 2–3 vezes semana |
| UVB / sol | Vitamina D3 e cálcio | Diária ou rotina |
Observe sinais de ajuste: perda de apetite ou fezes anormais. Registro simples da alimentação ajuda a proteger a saúde e a carapaça.
Conclusão
Conclusão
Rotina clara de alimentação e manejo faz grande diferença no estado geral do animal.
Para jabutis, mantenha base vegetal: cerca de 60–70% folhas fibrosas, frutas e legumes em porções controladas e suplemento de cálcio com UVB para carapaça forte.
Em aquáticos, ofereça plantas aquáticas diariamente e ajuste proteína conforme idade — proteína duas a três vezes por semana para adultos, mais frequente em filhotes.
Algumas espécies têm preferências específicas; pesquise antes de improvisar. Varie alimentos ao longo do mês e observe como a tartaruga come.
Mantenha registro simples da dieta, use regras de porção e procure orientação veterinária em dúvidas ou sinais de alteração no estado saúde.
